Um traço de dor há de se notar no olhar daquela que vagueia.
Nem sei de que me adiantam essas palavras. ou quaisquer que diga. se belas ou sofridas, já não me resta muita força. é sempre a mesma história. duvidas e te faltou tão pouca paciencia, arrancou-me lagrimas de um mês inteiro. se soubesses, ou melhor, se acreditasse. se pudesse olhar mais de perto e com menos desconfiança, se não tivesse sempre tão preocupado com a defesa. da dor, há de se entender seus motivos. não compreendo são os meus, para tanta...
um misto de rancor e alegria me engasgam na garganta. tenho nas lembranças confusões de Dédalo. porque se mostra e se esconde? porque acredita e logo depois duvida? foi como uma miragem no deserto. achei que ia morrer ali. e agora essas palavras...
como se a culpa fosse sempre minha. Como se houvesse culpa. me deixa sozinha mais uma vez. e ainda e sempre.
meu peito se espreme, me encolho em minhas reflexões a fim de encontrar algum raio de esperança, um sinal, um sorriso e não rancor, me contorço na cama, me falta o sono e tenho sono o dia inteiro. E se tiver que ouvir de novo toda as suas vomitanças, quantas noites mais ficarei sem dormir?
Vou ali, acreditando que rodeada de paz possa encontrar talvez a minha. vou em busca de tranqüilidade. Quem sabe junto a grama, com o som de roça e mais nada, eu não escute melhor o que me gritam minhas sementes?
ah! minha manhã, porque insistis em ser fim de tarde?

Um comentário:

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